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sábado, 8 de agosto de 2020

O ano mais quente!?...


Noticiava hoje o JN, e a TV também, que as altas temperaturas sentidas ultimamente eram as mais elevadas desde 1931... Ora, aqui fica o registo de uma vaga de calor na Europa e mais particularmente em Portugal e Lisboa... E o registo das temperaturas máximas no período de 1856 - 1921, de acordo com os serviços do Observatório Meteorológico Infante Dom Luiz . 


D.L.1921

"Especialistas apontam para alteração climática"... Que especialistas? A Greta?! Ora bolas!...  
Mas é claro que há sempre alterações a registar! Nada é eterno, tudo é mutável... O que não tem mudado muito é o oportunismo da Greta e de outra/os como ela, uns ignorantes amestrados, a soldo do Poder, seguidos por hordas de outros tantos ignaros que reclamam nem sabem muito bem o quê!...

sábado, 26 de outubro de 2019

Aqui nasceu...





Ocidente

"... historiador dos descobrimentos portugueses, produzindo diversas obras destinadas a sustentar a primazia da presença portuguesa em várias regiões,...
Era membro da Academia Real das Ciências de Lisboa, do Institut de France e de múltiplas academias e organizações científicas estrangeiras, sendo à época um dos intelectuais portugueses com maior projecção internacional.
...
Aquele ofício de 24 de Março, que os liberais encontraram na Secretaria de Estado após a tomada de Lisboa, foi publicado na Chronica Constitucional de 17 de Setembro de 1833 e faz jus à lucidez de espírito e à perspicácia política do visconde de Santarém.
...
Quando D. Miguel se viu obrigado a aceitar a convenção de Évora Monte e a partir para o exílio, o visconde veio a Lisboa, reconheceu o governo constitucional, e pediu regularmente o seu passaporte, o qual lhe foi passado a 11 de Junho de 1834. Nos dias imediatos partiu para Paris, para um exílio de que jamais regressaria.
...
Foi cultor da cartografia, criando o termo numa carta de 8 de Dezembro de 1839, dirigida de Paris ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen.

Os seus estudos sobre cartografia histórica são notáveis, mantendo-se até à actualidade como uma das principais fontes para o estudo da matéria. Neste campo, a sua obra Atlas composé de cartes des XIVe, XV, XVI et XVII siécles pour la plupart inédites, et devant seuvir de preuves a l'ouvrage sur la priorité de la découverte de la Côte Occidentale d'Afrique au dela du Capo Bojador par les portugais, é um verdadeiro monumento bibliográfico que se mantém central para o estudo da evolução da cartografia e da mundividência europeias.
..."
(ler+)

domingo, 29 de setembro de 2019

THOMAZ RIBEIRO


Alm. das Artes e Letras1875

Alb.dosVenc.13



" ... Foi pai da poetisa Branca de Gonta Colaço e avô do escritor Tomás Ribeiro Colaço.

Já era deputado quando publicou em 1862 a obra D. Jaime ou a dominação de Castela, e que a tinha escrito, em verso, quando estava no Brasil e antes do exílio do imperador D. Pedro II com sua família para o Reino de Portugal a quem dirigia.[3] Antecipadamente enaltecia a pátria que depois veio a acolher o monarca, fazendo-lhe recordar a sua grandiosa história comum e a beleza que lá iria encontrar, com a célebre frase "Jardim da Europa à beira-mar plantado”. ... " (ler+)

                 "A Portugal"
Meu Portugal, meu berço de inocente,
Lisa estrada que andei débil infante,
Variado jardim de adolescente,
Meu laranjal em flor sempre odorante, 
Minha tarde de amor, meu dia ardente, 
Minha noite de estrelas rutilante,
Meu vergado pomar de um rico Outono, 
Sê meu berço final no último sono!

Costumei-me a saber os teus segredos 
Desde que soube amar; e amei-os tanto! 
Sonhava as noites de teus dias ledos 
Afogado de enlevo, em riso e em pranto. 
Quis dar-te hinos de amor, débeis os dedos 
Não sabiam soltar da lira o canto,
Mas amar-te o esplendor de imenso brilho ... 
Eu tinha coração, e era teu filho!

Jardim da Europa à beira-mar plantado 
De louros e de acácias olorosas;
De fontes e de arroios serpeado, 
Rasgado por torrentes alterosas;
Onde num cerro erguido e requeimado 
Se casam em festões jasmins e rosas; 
Balsa virente de eternal magia
Onde as aves gorjeiam noite e dia.

O que te desdenhar mente sem brio
Ou nunca viu teus prados e teus montes; 
Ou nunca, ao pôr do sol de ameno Estio, 
Viu franjas de ouro e rosa os horizontes, 
Ondas de azul e prata em cada rio,
As perlas e os rubis de tuas fontes;
em de teus anjos, "térreo paraíso, 
Sentiu o magnetismo num sorriso. 


Pátria! filha do sol das Primaveras, 
Rica dona de messes e pomares,
Recorda ao mundo ingrato as priscas eras 
Em que tu lhe ensinaste a erguer altares! 
Mostra-lhe os esqueletos das galeras
Que foram descobrir mundos e mares.
Se alguém menosprezar teu manto pobre, 
Ri-te do fátuo, que se julga nobre!

Por que te miras triste sobre as águas, 
Pobre ... de aquém e de além-mar senhora? 
E te consomes nas candentes fráguas
Das saudades cruéis que tens de outrora? 
Por tantos louros que te deram? Mágoas? 
Foste mal paga e mal julgada? Embora! 
Hás-de cingir o teu diadema augusto;
São teus filhos leais e Deus é justo!

Três testemunhas tens que ao mundo, inteiro, 
Grandes, hão-de levar-te a ingente glória: ~ 
Camões, o sol, o oceano; que o primeiro 
Ergueu-te em alto canto a nobre história. 
Com prantos e com sangue, audaz guerreiro, 
O teu livro escreveu de alta memória!
Lede os cantos divinos do poeta,
Entoados em harpa de profeta!

O mar, na eterna lida porfiosa, 
Cansado de correr largos desvios, 
Vem afogar a sede angustiosa _ 
N o saboroso néctar de teus rios.
E quando, rioutra idade mais ditosa, 
Tu mandaste alongar teus senhorios, 
Conhecendo o roçar das tuas sondas, 
Cavou as penhas e aplanou as ondas,

Bramir ouviste o génio das tormentas, 
Algoz de tanto nauta aventureiro; 
Vestido de nublinas pardacentas, 
Aspirando golfadas de aguaceiro;
Mas quando viu, nas quilhas tão atentas, 
Içado o teu pendão, tão altaneiro,
Acendendo o Santelmo resplendente 
Iluminou-te as portas do Oriente! 


Fiel, sempre fiel à tua glória,
Conduziu-te o Evangelho a longes terras; 
Acompanhou-te os cantos da vitória, 
Saudou-te os brios nas longínquas guerras! 
Rasguem embora, ó pátria, a tua história, _ 
Enquanto o mar bramir, quebrando serras, 
Ou brincar nas areias, em bonança, 
Hão-de· falar de ti, pátria, descansa.

 Qual no deserto o lasso viandante 
Vai no oásis sentar-se ao fim do dia, 
Achando, extenuado e arquejante, 
Verdor, fontes, aromas e harmonia, 
E naquela atmosfera inebriante
Se alimenta, se farta, se extasia,
Tu és do s01 oásis reservado,
Jardim da Europa à beira-mar plantado. 

Aqui apura os raios de luz viva
Nos bosques, nos rosais e nas campinas; 
De um íris c'roa a nuvem mais esquiva, 
Nem tem c'roa real pedras mais finas; 
Faz prismas cada fonte que deriva
Por encosta suave entre boninas;
Dá luz dourada à selva que verdeja:
E o sol de Portugal o mundo o inveja. 

Mas não é de hoje só que o passageiro 
Te vê ledo banhar em cada fonte,
Ou entre a branda relva do valeiro,
Ou sobre as neves do jaspeado monte;
Já não é de hoje só que o mundo inteiro 
Fala do brilho teu neste horizonte;
Já Celtiberos, Mouros e Romanos 
Choraram pelo sol dos Lusitanos.

Lua do meu país, não me esqueceste,
Que eu sempre soube amar tua lindeza; 
Bem sei que é este o sólio que escolheste,
Bem sei que tens aqui maior pureza; 
Mas tanto os meus segredos entendeste, 
Era tão minha só tua tristeza,
Que se não te invoquei, saudosa lua, 
Foi por zelos da terra, minha ... e tua!

Por ti canto, meu berço de inocente, 
Lisa estrada que andei débil infante; 
Meu viçoso jardim de adolescente,
Meu laranjal em flor sempre odorante, 
Minha tarde de amor, meu dia ardente, 
Minha noite de estrelas rutilante,
Tu ... dá-me ao cerrar noite o meu Inverno, 
Um leito funeral ao sono eterno.

Autor: Thomaz Ribeiro (1831-1901)


Rev.Mun.40

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A pátria do coelho à caçadora

ACap.

"... A Porcalhota, tinha tradições no seu bom pão saloio, pão-de-ló e o célebre coelho à caçador do famoso “Pedro dos Coelhos”. ..." (ler+)

Coelho guisado simples à maneira da Porcalhota (ver receita)

"... A fama do Pedro dos Coelhos foi de tal ordem que o próprio escritor Eça de Queirós o consagrou na sua obra “Os Maias”. ..." (ler+)

quinta-feira, 27 de junho de 2019

"A morte d' Asa"


I.P.


"Natural de Bergen, na Noruega, Edvard Grieg (1843-1907) pugnou pela defesa de uma arte nacional, integrando com outros compositores (o compatriota Nordraak e o dinamarquês Horneman) o grupo Euterpe, ..." (ler+)

sábado, 8 de junho de 2019

CAMÕES em Paris


ACap.1913

ACap.1912

"A estátua de Luís de Camões, em Paris, passa praticamente despercebida. Muitos Portugueses residentes na capital francesa, nem sabem da sua existência.

Não sabem sequer que existe uma avenida Camões – avenue Camoëns – no 16° bairro de Paris, ali bem perto da Place du Trocadero e da Tour Eiffel.
...

A primeira estátua de Camões foi inaugurada no dia 13 de junho de 1912, quando se celebrava a morte do poeta, em 1580.

Na verdade, era um busto, enorme, encomendado ao escultor italiano Luigi Betti, instalado num pedestral com cerca de 5 metros de altura.

Era pois uma obra imponente. Mas a população não gostou! 
...

Foi Miguel Magalhães, atual Adjunto do Diretor da Gulbenkian, com “os braços da casa”, que recuperou o badalado busto de Camões para o levar para um pequeno jardim anexo da Casa de Portugal André de Gouveia, na cidade universitária internacional de Paris, onde está atualmente. 
...

No início dos anos 80, graças a Rui da Silveira, foi mandado construir novo monumento em homenagem a Luís de Camões, e mandado colocar no fundo das escadas da avenida Camões, no sítio onde estava a primeira estátua.
...

Mas uma “maldição” continua a pairar sobre o monumento.

No ano passado, quando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, veio a Paris para comemorar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas,… esqueceu-se de depôr um simples ramo de flores em frente do autor de Os Lusíadas." (ler+)

sábado, 1 de junho de 2019

VIANA DA MOTA

ACap.

"... A Sinfonia "À Pátria" é geralmente considerada a obra-prima de Vianna da Motta. Foi a primeira sinfonia a merecer as honras de impressão em Portugal. Ela é inspirada em versos de Luís Vaz de Camões e segue o modelo formal clássico das sinfonias de Beethoven: quatro andamentos, dos quais o terceiro é um scherzo. No terceiro andamento o compositor utiliza duas canções populares portuguesas. Daqui depreende-se que nem sempre é fácil traçar a fronteira entre a segunda e a terceira fase criativa do compositor. Com efeito, várias das suas obras resultam claramente do cruzamento das culturas alemã e portuguesa, da importância que teve a sua formação musical na Alemanha e da necessidade de expressar o seu patriotismo por via do recurso à música tradicional portuguesa. ..." (ler+)

quarta-feira, 20 de março de 2019

D. JOÃO DE CASTRO - "Os malditos" e "Os Nefelibatas"


B.eN.1896

ACap.1913

"D. João de Vasconcelos Sousa Castro e Melo nasceu em Azurara, na Casa de Sant'Ana, em 6/8/1871 e foi baptisado 13 dias depois na Matriz local.

Era filho de Francisco de Vasconcelos Sousa Castro e Melo e de s.m. D. Augusta Adelaide da Costa Rebelo; ..." (ler+)

sábado, 26 de janeiro de 2019

JOÃO DE BARROS



"João de Barros OSE • GOSE • GCL (Figueira da Foz, São Julião da Figueira da Foz, 4 de Fevereiro de 1881 – Lisboa, 25 de Outubro de 1960) foi um poeta, pedagogo e publicista português. ..." (ler+)

ACap.1916