domingo, 27 de maio de 2018

7 bichanos, lindos como os amores...



Ilust.

"...  Álvaro Botelho Maia (1893-1969), nasceu no município de Humaitá, situado no rio Madeira, e morreu em Manaus. Estudou Direito em Fortaleza (CE) e ..." (ler+)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

D. PEDRO II, o Imperador Poeta


                   INGRATOS
Não maldigo o rigor da iníqua sorte, 
por mais atroz que fôsse e sem piedade, 
arrancando-me o trôno e a majestade, 
quando a dois passos só estou da morte. 

Do jugo das paixões minha alma forte 
conhece bem a estulta veleidade, 
que hoje nos dá contínua felicidade 
e amanhã nem um bem que nos conforte. 

Mas a dôr que excrucia e que maltrata, 
a dôr cruel que o ânimo deplora, 
que fere o coração e pronto o mata, 

é ver na mão cuspir, à extrema hora, 
a mesma boca, aduladora e ingrata, 
que tantos beijos nela pôs outrora.

Ilust.




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Do Grémio Literário

Ilust.

"...“Já poucos sabem da existência do João Saraiva. Era um funcionário do Parlamento mas, mais do que isso, era um notável poeta satírico e tenho pena que os seus versos se tenham perdido. 
...
Foi figura de relevo na poesia portuguesa contemporânea, quer pelo seu lirismo, quer pelo seu espírito satírico, cedo revelando a sua vocação. Em prosa publicou apenas uma evocação do Grémio Literário, de que foi um dos primeiros sócios. ..." (ler+)






terça-feira, 8 de maio de 2018

JOÃO VAZ


Ilust.


João José Vaz (Setúbal, 9 de Março de 1859 — Lisboa, 17 de Fevereiro de 1931) foi um pintor e professor português. ... (ler+)

domingo, 6 de maio de 2018

MÃE

                          MÃE

Olha, meu filho! quando, à aragem fria 
De algum torvo crepúsculo, encontrares 
Uma árvore velhinha, em modo e em ares 
De abandono e outonal melancolia, 

Não passes junto dela nesse dia 
E nessa hora de bênçãos, sem parares; 
Não vás, sem longamente a contemplares: 
Vida cansada, trémula e sombria! 

Já foi nova e floriu entre esplendores: 
Talvez em derredor, dos seus amores 
Inda haja filhos que lhe queiram bem... 

Ama-a, respeita-a, ampara-a na velhice; 
Sorri-lhe com bondade e com meiguice: 
— Lembre-te, ao vê-la, a tua própria Mãe! 
                                  
                                  (in Antologia Poética)