terça-feira, 3 de novembro de 2020

Inauguração de uma lápide

 

I.P.


"... Profundamente alterado no século XX para albergar a Escola Secundária Rainha D. Amélia, o Palácio da Ribeira Grande foi construído nos primeiros anos do século XVIII pelos marqueses de Nisa. ..." (daqui)

sábado, 31 de outubro de 2020

MELANCOLIA

 

I.P.


ABANDONADA

A velha casa, onde eu morei outrora

E que há muito está desabitada,

Silenciosa envolveu-me, ao ver-me agora,

Num triste olhar de amante abandonada.


Com que amargor no íntimo lhe chora

Uma alma sensitiva e ignorada,

Que não tem voz para queixar-se, embora

Se veja só, de todos olvidada!


Casa deserta e fria, que envelheces

Ao desamparo, sem uma afeição,

Bem sinto que me vês, que me conheces


E relembras os dias que lá vão…

Eu esqueci-te, amiga, e tu pareces

Toda magoada dessa ingratidão.


"... Pertencem a Almas Cativas alguns dos mais belos e expressivos poemas marítimos da poesia portuguesa. Neles, o peso opressivo da solidão concentra­-se na sugestão de um ambiente fechado, de céus cinzentos e pesados, que se estende ao poeta de uma forma calma e difusa. As casas ancestrais e as ruínas humanizam­-se, a noite, pelo seu «místico cismar», impõe um «terror sagrado» enquanto o luar transfigura a natureza, enfim, o poeta descobre a «alma de tudo a orar» e vê a sua sensibilidade exacerbada pelo pôr­-do­-sol, pelo vento agreste, por ruínas que se desenham em ambientes de decadência. ..." (ler+)

sábado, 24 de outubro de 2020

D. Alberto Bramão

 


I.P.

"Nasceu em 7 de Novembro de 1865, com o nome completo de Alberto Allen Pereira de Sequeira Bramão. Seus pais foram Jaime Henriques Álvares Pereira de Sequeira Bramão e Delfina Emília Allen.

Começou a colaborar na imprensa nas páginas do Monitor, jornal que sucedeu ao Monitor de Bouças, onde publicava também o seu particular amigo Raul Brandão. Esta situação pode ser observada “no prefácio-carta a Alberto Bramão, Raul Brandão evoca a Foz do Douro da sua infância e da sua adolescência e comenta: «Foi das nossas discussões sobre Arte que estes contos nasceram...». ..." (ler+)

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Teatro da Rua dos Condes

 

I.P.

"O Teatro da Rua dos Condes foi um dos principais espaços teatrais públicos em Portugal nos séculos XVIII e XIX. Alguns dos acontecimentos mais importantes na história do espetáculo em Portugal estão ligados a este espaço. ..." (ler+)

sábado, 19 de setembro de 2020

Aqui viveu...



"... Em nome da família de Aquilino Ribeiro, usou da palavra o seu neto, Aquilino Machado. Aos presentes, contou que foi no número 7 da Rua António Ferreira que Aquilino ribeiro viveu o período final da sua vida, ao que tudo indica entre 1952 e 1963.

“Foi um período muito intenso do ponto de vista do seu magistério literário. Aqui trabalhou obras como ‘A Casa Grande de Romarigães’, ‘Quando os lobos uivam’, ‘Um escritor confessa-se’ e ‘O livro de Marianinha’, notou Aquilino Machado. Além disso, recordou, a casa do seu avô foi palco de “uma intensidade de tertúlias literárias e culturais, de resistência ao Estado Novo”.

Para a família, o descerramento desta lápide constitui pois “uma justa homenagem a alguém que se bateu pelos valores da democracia, pelos valores elevados da literatura”. ..." (ler +)

"O pior dos crimes é produzir vinho mau, engarrafá-lo e servi-lo aos amigos"

"... Evocar Aquilino está, pois, para além da sua própria dimensão e do seu tempo. Evocá-lo é também, hoje, gritar a revolta contra os ataques do centralismo do terreiro do Paço; gritar os ataques desferidos contra o interior; os ataques contra os municípios e as freguesias; os ataques aos tribunais; ao serviço nacional de saúde e à escola pública, afinal, àqueles serviços e instituições que verdadeiramente diferenciam e dão sentido à ocupação de todo o território nacional, com particular ênfase do interior de Portugal.

Evocar Aquilino é também hoje uma luta, uma luta permanente, pela defesa da nossa dignidade; das nossas espécies; dos nossos produtos mais genuínos; da nossa diversidade cultural.

E termino com uma das frases mais citadas de Aquilino, um ex-libris, um grito de esperança:

Alcança quem não cansa!

domingo, 23 de agosto de 2020

O Museu R. Bordalo Pinheiro do poeta Cruz Magalhães

D.L.

"...O interesse de Cruz Magalhães pela obra de Bordalo e pela sua divulgação estimulou a tertúlia bordaliana, impulsionou a realização de..." (ler+)