quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gomes Leal

I.P.

Passando pela R. Morais Soares, em direcção ao cemitério, o enterro do genial poeta Gomes Leal, glória nacional que terminou os seus dias na miséria...

"...

Tudo o que existe ou foi, morre para nascer.

Na campa dão-se bem as plantas graciosas,

E, um dia, na floresta harmónica das Cousas,

Quem sabe o que serei, quando deixar de ser!

A Morte sai da Vida - a Vida que é um sonho!

A flor da podridão, o belo do medonho,

E a todos cobrirá o místico cipreste!...

..."

(do soneto "A bela flor azul")

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