sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O "EOLHETENISTA"

O prédio com o nº 2 da Rua Julio Cesar Machado



exibe uma placa onde se assinala que ali habitou e faleceu aquele que foi o "primeiro eolhetenista portuguez"


 "É boa", pensei eu, "cá está uma palavra que nunca ouvi nem me passou por debaixo das lentes...; que diacho significará eolhetenista?!... Hum! Isto deve ser engano..."
Sendo, não seria possível emendar?!... ou será que não vale a pena???!!!
Humph!

2 comentários:

  1. Escritor. Tendo sido levado por seus pais para Durruivos, pequena povoação nas proximidades de Óbidos, ali se conservou até à idade nove anos, sendo leccionado nas primeiras letras por um velho tio frade e, por morte dele, pelo prior da freguesia. Em 1844, a família teve de regressar a Lisboa, ingressando, então, no Colégio de Santa Marta, que funcionava sob a direcção dos irmãos Pontes de Ataíde, fervorosos miguelistas. Encerrado este https://www.viagrasansordonnancefr.com/viagra-prix/ colégio, por suspeitas de fomentar uma revolta contra os liberais, Júlio César Machado passou para o Colégio Militar, que então funcionava no edifício Rilhafoles. Como o professor Mesquita deste colégio ensinava latim através de maus tratos, foi transferido para o liceu. Nos curtos intervalos das lições de Latim e Filosofia, começou a escrever um romance intitulado Estrela de Alva, que conseguiu ver publicado no jornal A Semana, graças à protecção de Camilo Castelo Branco.



    Tencionava seguir a carreira de Medicina, mas morreu-lhe o pai em 1851 e viu-se sem meios para continuar os estudos regulares. Para se sustentar seguiu a carreira das letras, que sempre o atraíra. Após a publicação do romance Cláudio, que ficou sendo uma das obras mais características da sua produção, traduziu a comédia As Calças de Lista, que foi reproduzida no Teatro Salitre. Mas as dificuldades pecuniárias continuavam e foi nessa altura que o actor Romão António Martins lhe deu trabalho com a tradução de uma comédia francesa. Daí em diante passou a ser o tradutor do Teatro do Ginásio. Escrevia para o teatro, para os jornais e tomou ainda o encargo de revisor do jornal A Lei, redigido por Mendes Leal, do Doze de Agosto e da Revista Universal Lisbonense.



    Lisboa foi assolada pela cólera-morbus (1856), o que obrigou a fechar o teatro, a suspender o jornal e a terminar a revista. Assim, passou a trabalhar dia e noite no seu livro A Vida em Lisboa, que teve um êxito retumbante. Travando conhecimentos com José Estêvão, conseguiu o cargo de folhetinista no jornal Revolução de Setembro, alternando com A. P. Lopes Mendonça. Passou a escrever folhetins para a Opinião do duque de Loulé e para o Rei da Ordem do conde de Cabral, assinando com o pseudónimo de Carolina. Foi também um dos directores do Tejo - journal le plus occidental de l’Europe, que teve seis meses de duração, sendo Júlio César Machado o único redactor.



    Em 1864, substituiu Ricardo Guimarães no cargo de secretário do Instituto Industrial, que conservou até à morte. Colaborou também na Moda Ilustrada, no Zzzt, na Crónica Moderna, no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, na Política Liberal, no Fígaro, no Diário Ilustrado, no Jornal do Comércio de Lisboa, e no Diário de Notícias. Para a Galeria Artística (1859) escreveu as biografias dos actores Isidoro e Sargedas e para a Revista Contemporânea (1860) as dos actores Taborda e Tasso e da actriz Soller.



    Traduziu a História de Gil Brás de Santilhana de Lesage. De colaboração com Manuel Pinheiro Chagas, escreveu Fora da Terra (1878). Colaborou, ainda, com Alfredo Hogan na comédia em 4 actos A Vida em Lisboa (1861) e no drama em 3 actos Primeiro o Dever!



    Casou e teve um filho, que cresceu à rédea solta e acabou por cometer o suicídio. Convenceu a esposa a acabarem com a vida. Golpeou os pulsos da mulher e as carótidas. Esta socorrida de imediato, foi para o hospital e acabou por não falecer ao contrário de Júlio César Machado. A casa foi vendida em 1904 e a Câmara Municipal de Lisboa mandou colocar uma lápide na fachada em homenagem ao folhetinista.

    ResponderEliminar
  2. Pode-se ler na última frase " folhetinista." Será esse o erro.

    ResponderEliminar