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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

CESÁRIO VERDE


D.L.48

GCF55

D.L.55

"Nas nossas Ruas, ao anoitecer, 
Há tal soturnidade, há tal melancolia, 
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia 
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer."

sábado, 28 de junho de 2014

QUINTA DOS VERDES

D.L.

Jardim Cesário Verde

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;
... ...
(daqui)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Crepúsculo




Ah o crepúsculo, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades
 
E a mão de mistério que abafa o bulício,
E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe
para uma sensação exata e precisa e activa da Vida!
Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios
e que misterioso o fundo unânime das ruas,
das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre,
Ó do «Sentimento dum Ocidental»!
                                    Álvaro de Campos, Poesias
                                      (fragmento de «Dois excertos de Odes)