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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

CESÁRIO VERDE


D.L.48

GCF55

D.L.55

"Nas nossas Ruas, ao anoitecer, 
Há tal soturnidade, há tal melancolia, 
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia 
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer."

segunda-feira, 10 de junho de 2024

A Casa de Camões

 





D.L.

" Manuela Saraiva de Azevedo ComL • ComM • ComIP (Lisboa, 31 de agosto de 1911 – Lisboa, 10 de fevereiro de 2017) foi uma jornalista e escritora portuguesa, tendo sido a primeira jornalista mulher a ter carteira profissional em Portugal. 
...

Fundou, em 1977, a Associação para a Reconstrução e Instalação da Casa-Memória de Camões em Constância, actualmente designada Associação Casa-Memória de Camões em Constância, da qual foi presidente até ao limite das suas forças e ... " (ler+)


quinta-feira, 7 de março de 2024

ANTÓNIO PATRÍCIO

D.L.30

D.L.32


D.L.34

Relíquia

Era de minha mãe: é um pobre xale
que tem pra mim uma carícia de asa.
Vou-lhe pedir ainda que me fale
da que ele agasalhou em nossa casa.

Na sua trama já puída e lassa
deixo os meus dedos pra senti-la ainda;
e Ela vem, é Ela que me abraça,
fala de coisas que a saudade alinda.

É a minha mãe mais perto, mais pertinho,
que eu sinto quando toco o velho xale,
que guarda um não sei quê do seu carinho.

E quando a vida mais me dói, no escuro,
sinto ao tocá-lo como alguém que embale
e beije a minha sede de amor puro.

(ver+)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Louvor a JÚLIO VERNE

D.L.35

(Ericio, pseudónimo de António Fidélis da Costa (1872-1955))

D.L.36

"Escritor francês (1828-1905), foi o criador do romance de antecipação científica. Celebrizou-se com A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (1873), Cinco Semanas em Balão (1863), Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865), Vinte Mil Léguas Submarinas (1870) e A Ilha Misteriosa (1874). Previu acontecimentos como a viagem à lua, o aparecimento do submarino e da televisão. As obras de Verne foram mais tarde adaptadas por Walt Disney. ..." (daqui)



D.L.38

domingo, 4 de fevereiro de 2024

JOÃO DE BARROS

 

D.L.32

D.L.35

Figueira da Foz, São Julião da Figueira da Foz, 4 de Fevereiro de 1881 – Lisboa, 25 de Outubro de 1960
"... Filho terceiro de Afonso Ernesto de Barros, 1.º Visconde da Marinha Grande, e de sua primeira mulher Mariana da Ascensão da Costa Guia. Casou com Raquel Teixeira de Queirós, nascida a 7 de Maio de 1880, filha de Francisco Teixeira de Queirós e de sua mulher Teresa Narcisa de Oliveira David, e foi pai do Professor Henrique de Barros, que viria a ser Ministro de Estado e Presidente da Assembleia da República após a Revolução de 25 de Abril de 1974, e de Paulo Teixeira de Queirós de Barros, nascido a 5 de Setembro de 1908. Foi também sogro do Presidente do Conselho Marcelo Caetano. ..." (ler+)

sexta-feira, 7 de julho de 2023

GUERRA JUNQUEIRO

 

D.L.32

Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, Ligares, 15 de Setembro de 1850 — Lisboa, 7 de Julho de 1923)



  O PAPÃO

As crianças têm medo à noite, às horas mortas,

Do papão que as espera, hediondo, atrás das portas,

Para as levar no bolso ou no capuz dum frade.

Não te rias da infância, ó velha humanidade,

Que tu também tens medo ao bárbaro papão,

Que ruge pela boca enorme do trovão,

Que abençoa os punhais sangrentos dos tiranos,

Um papão que não faz a barba há seis mil anos,

E que mora, segundo os bonzos têm escrito,

Lá em cima, detrás da porta do infinito!

D.L.27

quarta-feira, 10 de junho de 2020

(A)MAR PORTUGAL, Terra do Atlântico


D.L.23

D.L.31

O velho do Restelo
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“Mas um velho d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95
— “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

... ... ...
(in Os Lusíadas, Canto IV)