Mostrar mensagens com a etiqueta Toponímia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Toponímia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de abril de 2022

R. de Barros Queiroz

Tomé de Barros Queirós (1872 - 1926), comerciante, capitalista e político republicano do período da Primeira República Portuguesa que, entre outras funções, exerceu os cargos de deputado, Ministro das Finanças, Ministro da Instrução Pública e Presidente do Ministério (Primeiro-Ministro)

D.L.

"...Este topónimo foi atribuído por Edital municipal de 21/06/1926 à  Travessa de São Domingos, com a legenda «Ilustre Cidadão, Vereador da 1ª Câmara Municipal Republicana de Lisboa-1926».  No Edital pode mesmo ler-se que «(…) o Senado Municipal, em sessão de 7 de Junho corrente, prestando homenagem á grande figura republicana que foi Tomé José de Barros Queiroz, um dos mais ilustres propagandistas da Republica, trabalhando e lutando por ela e prestando relevantes serviços á cidade, quando vereador, resolveu dar á travessa de S. Domingos a seguinte denominação: Rua Barros Queiroz/ Ilustre Cidadão, Vereador da 1ª Câmara Municipal Republicana de Lisboa – 1926». Porém, um parecer da Comissão Municipal de Toponímia de  19/05/1950 e, homologado pelo Vice Presidente da autarquia sete dias depois, suprimiu este legenda e acrescentou a partícula «de» para passar a ser a Rua de Barros Queirós. ..." (ler +)




E, salvo melhor opinião, faria sentido a legenda, visto que há um outro ilustre Tomé de Barros Queirós(1926 -2015), seu neto, cantor de opereta e do teatro de revista, que aproveito para igualmente aqui lembrar



Vídeo feito por sua filha Adriana Queiroz e seu sobrinho Diogo Queiroz

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Da Rua da Fé à Rua da Caridade


Em 1932, na "Guitarra de Portugal", era publicada uma letra de fado da autoria de Linhares Barbosa, o "Príncipe dos Poetas", para o repertório da actriz-cantadeira Berta Cardoso - "A sorte que dão as ruas". Essa letra, muito ao gosto da época, é deveras interessante porque estabelece um certo paralelismo entre o destino da vida de um casal - Mariquitas e José - e o nome das ruas em que vão morando... 
aqui publiquei a letra desse fado que, hoje, completo dando-vos a ouvir a interpretação do mesmo pelo fadista Miguel Silva.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

MADRAGOA

D.L.

"A Madragoa é um bairro popular de Lisboa, junto à foz do Tejo, cujo nome deriva da presença em tempos do Convento das Madres de Goa. ..." (daqui)

Madragoa, um bairro celebrizado e imortalizado num filme e num fado com o seu nome

quinta-feira, 20 de março de 2014

NORBERTO DE ARAÚJO


D.L.22

D.L.56

A «RUA NORBERTO DE ARAÚJO» pertence à freguesia de «SÃO MIGUEL», começa na «RUA DA ADIÇA» no número 68 e ...(Continue a ler aqui)

«NORBERTO DE ARAÚJO, UM ALFACINHA DE RAZÃO E CORAÇÃO» (daqui)

terça-feira, 29 de março de 2011

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rua do Passadiço

Que passadiço?... Alguém me sabe explicar a razão deste curioso topónimo?

No 1º andar do nº 73, residiu, em 1936, a então afamada fadista Berta Cardoso. Também o Almirante Gago Coutinho terá tido residência num r/c dessa rua... e, sabe-se lá, quem mais?...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Apontamentos

De passagem pela R. Prior do Crato,

encontra-se a Travessa da Trabuqueta

onde se é possível observar este mimo

e esta inevitabilidade

Logo abaixo, na R. Gilberto Rola, algumas casas de fado, as que ainda são e as que já foram ...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TOPÓNIMOS

A toponímia foi matéria que sempre me interessou e cada vez mais... Ontem, por exemplo, a caminho de Alfama, ao passar na R. do Paraíso, a primeira questão que me coloquei foi a razão deste nome, pois, por certo, que esse nome tanto teria a ver com o bem estar dos seus moradores, como o teria o da Travessa do Meio (de quê?...) ou o da Calçada do Cascão, por exemplo, ambas ali ao lado...
Procurando a razão desses nomes, apurei, afinal, através de um excelente serviço que a C.M.L. disponibiliza on line, que a R. do Paraíso deve o seu nome ao facto de ali ter existido "uma pequena ermida que resistiu ao terramoto, a Ermida de Nª Sr.ª do Paraíso, que conforme afirma o olisipógrafo Norberto de Araújo nas suas «Peregrinações em Lisboa» (vol. VIII, pp. 79): « já existira em Santos-O-Velho, foi erguida neste sítio em 1562, por mercê de um cavaleiro da Ordem de S. Tiago, Diogo Pereira, com a condição de que em tempo algum pudesse sair da Irmandade o domínio da Ermida. Serviu de sede paroquial de Santa Engrácia desde 1630, e, depois de 1755, continuou a dar albergue àquela paroquial até que esta foi transferida para a Igreja do Convento dos Barbadinhos (1835)»." ... e fiquei muito mais descansada!
Porém, não encontrei explicação para o facto de a Travessa do Meio assim se chamar, arruamento, de resto, "condecorado" como sendo "Rua Mais Florida", do que não vi rastro, por isso também motivo não tendo encontrado...

Já no que se refere à Calçada do Cascão, cujo nome, embora me remetesse de imediato para a personagem homónima, da "Turma da Mónica", que não primava pela limpeza, vim a confirmar estar relacionado com o de outro "alguém" mais real
"Álvaro de Avelar residia e possuía nesta rua várias casas que foram herdadas por sua filha Inês Ferreira. Esta, por ter sido sempre solteira fez herdeira a sua irmã, Violante de Aguiar, que tinha já casado com o tratador de mercadorias João de Cascão, aquele que originou o nome da artéria que, em 1625, já se denominava Rua de João de Cascão. A partir de 1831 e até à 2ª metade do século XIX passou a ser a Travessa de João de Cascão e só mais tarde, Calçada."

Porém, não se esqueceu um qualquer Cascão de deixar por ali a sua marca

que já teria sido lavada, provavelmente, se as lavadeiras ainda por ali pernoitassem...
"...até fins do séc. XIX, esteve instalada no n.º 9 a estalagem do Mascato, destinada às lavadeiras que vinham à cidade com as suas carroças e machos. Cerca de 1800, funcionava no n.º 15 um Centro Republicano. E nas casas que foram de Álvaro de Avelar, instalou-se a partir de 1854 uma fábrica botões (a Fábrica Schalck), razão para que os moradores a designassem no início do século XX como Calçada dos Botões."
Resta-nos a memória desses tempos longínquos que esta lápide assinala, mas de cujo teor apenas algum generoso latinista nos poderá dar conta
Do Ano de Cristo de 1646,
"Uiueret ut pietas Lusitan"