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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Chafarizes do Largo do Mastro

Chafariz de Sant'Ana




"Urbano, adossado ao muro que suporta o declive formado entre o Largo do Mastro e o Campo dos Mártires da Pátria. ..." (ler+)

Chafariz do Largo do Mastro 




"Chafariz do tipo centralizado, composto por tanque circular, de perfil galbado e bordo boleado, no interior do qual surgem plintos, que sustentam uma coluna galbada, em silharia fendida e com golfinhos adossados, constituindo as bicas, sobre a qual surge um tabuleiro e um obelisco piramidal. ... " (ler+)

Na casa em frente, este painel em azulejo

sábado, 3 de março de 2012

O Palace Valle-Flôr, ora Pestana


O Occidente



Mais fotos, para abrir o apetite :-) http://www.pestanapalacelisbon.com/pt/bem-vindo-ao-pestana-palace-em-lisboa.html e alguma história do que é agora o Pestana Palace e resultou de uma exemplar recuperação do Palácio Valle Flor, edifício que está classificado como Monumento Nacional http://pt.wikipedia.org/wiki/Hotel_Pestana_Palace
O Marquês Valle-Flor
José Constantino Dias, nasceu em Murça -Trás-os-montes, a 19 de Março de 1855. Faleceu em Bad-Nauheim -Alemanha, em 20 de Julho de 1932.
Fidalgo cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem de Na Sra. da Conceição de Vila Viçosa. Grande proprietário na ilha de S. Tomé, e Presidente de Câmara da mesma ilha.
Muito jovem iniciou a aventura ultramarina. Início em 1871, como empregado num estabelecimento comercial. Em 1874 muda a sua actividade para a agricultura, que era o seu objectivo. O seu primeiro negócio surge logo em 1877. Em 1882 adquiriu a Roça Bela Vista, que serviu de lançamento para o que viria a ser uma das maiores fortunas de Portugal. Estava definitivamente marcada a sua presença em S. Tomé. Fortuna baseada no cultivo do cacau. Foi grandemente elogiada a sua moderna, e eficiente gestão das propriedades, que permitiu tão rápida ascensão.. Casado com D. Maria do Carmo Ferreira Pinto, que nasceu em 1872,. e faleceu em Lisboa, a 12 de Novembro de 1952.
Dedicada amiga de D. Amélia, consta que estaria com ela em Paris aquando do regicídio. Ao contrário do marido, não era adepta das festas e bailes organizados no palácio. A sua descrição fica patente na instalação de um elevador para seu uso privado, o que permitia percorrer os vários pisos do palácio de forma bastante discreta, como era seu apanágio.
Do seu casamento nascem 3 filhas e 1 filho, José Luís de Valle-Flor, mais tarde viria a ter a permissão de utilização do titulo de 2° Marquês, estatuto atribuído por D. Manuel II, que entretanto já se encontrava exilado.
Em memória de seus filhos e marido, a Marquesa cria a Fundação Valle-Flor. Tinha como objectivo atribuir prémios a raparigas e rapazes pobres, que se distinguiam por dotes de caracter e bondade. Um prémio anual que se mantém na actualidade. Entregue em cerimónia solene e habitualmente conta com a presença do Presidente da República na época natalícia.
O Instituto Marquês de Valle-Flor, também criado pela Marquesa, tinha como objectivos definidos, a realização de estudos e trabalhos científicos sobre as províncias ultramarinas. Com especial incidência sobre S. Tomé. Estudos dedicados aos aspectos sociais, morais, sanitários e económicos, assim como das possíveis melhorias dessas mesmas condições. O Instituto foi dotado de excelentes condições, tais como, 10 milhões de escudos (1950), e como sede o palácio Valle-Flor, ou o objecto da sua venda. Venda que apenas se concretizou na década de 90 Face aos objectivos a que se propunha realizar, o governo através de decreto, em Agosto de 1951, determinou que este Instituto seria de utilidade pública nacional, homologando ao mesmo tempo os seus estatutos.
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domingo, 25 de abril de 2010

Capela e Miradouro de Stº Amaro

Situada na Calçada de Santo Amaro, a Capela, que leva o nome daquele Santo, é um pequeno templo, de planta redonda, fundado em 1549, Monumento Nacional desde 1910.
Tornou-se famosa pela Romaria de Santo Amaro, uma das mais apreciadas na cidade de Lisboa, que decorria a 15 de Janeiro, tendo a última sido realizada em 1911. Este pequeno templo tem, em redor, um amplo átrio semicircular, em estilo Renascentista, que terá sido projectada por Diogo de Torralva, um dos muito conceituados arquitectos do século XVI. O átrio está revestido por um notável conjunto de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro, destacando-se também três portões de ferro forjado do século XVIII, bem como todo o conjunto formado pelo adro e escadaria.
Durante alguns anos a Capela ficou abandonada e foi saqueada, chegando a servir de carvoaria, tendo, em 1927, sido entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.