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domingo, 11 de agosto de 2024

JOSÉ DIAS COELHO

 

D.L.

"... Exercia esta atividade na altura do seu assassinato pela PIDE, em 19 de dezembro de 1961, na Rua da Creche, que hoje tem o seu nome, junto ao Largo do Calvário, em Lisboa.

O assassinato levou o cantor Zeca Afonso a escrever e dedicar-lhe a música A Morte Saiu à Rua. O mesmo fez o grupo Trovante com a música Flor da Vida. ..." (ler+)

A morte saiu à rua

Composição: José Afonso

A morte saiu à rua num dia assim

Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai 

E um rio de sangue dum peito aberto sai


O vento que dá nas canas do canavial

E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu

Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu


Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual

Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina à morte que te matou

Teu corpo pertence à terra que te abraçou


Aqui te afirmamos dente por dente assim

Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada há covas feitas no chão

E em todas florirão rosas duma nação

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Da pulhice



Pulhas malandros patifes canalhas maraus cafajestes bandalhos safardanas biltres tratantes...
São de todos os tempos e quadrantes.
E não são poucos!...
Parece até que são cada vez mais :(
Uma vergonha!


sábado, 29 de setembro de 2012

PPC ao quadrado


Este vídeo chegou-me hoje, via e-mail e, embora esteja disponível no Youtube, não resisto a publicá-lo aqui, quanto mais não seja para o ter mais à mão e o ir visionando de vez em quando- é que tenho a memória curta e há coisas que não quero esquecer... 
O título que dei ao verbete, "PPC ao quadrado" pareceu-me adequado, uma vez que este vídeo lembra as Promessas Por Cumprir de Pedro Passos Coelho...
E, se fossem apenas Promessas Por Cumprir!... Não! Uma coisa é não cumprir o que se prometeu, outra é fazer precisamente o contrário do que se prometeu, como faz Pedro Passos Coelho. Como se há-de classificar um indivíduo destes, que mente com quantos dentes tem na boca, que prometeu "salvar-nos" do Pinóquio e mostrou depois ser igual ou pior que ele?...
A mim, que, nos idos de 90 e nos alvores do novo século, assisti impotente a um feroz e descarado assalto ao aparelho do Estado e à sua sistemática e cirúrgica destruição, perpetrados por hordas de gente ignorante e incapaz, cujo único e indispensável diploma de acesso era o cartão de um partido político, a mim, ninguém me tira da cabeça que esta gente veio, a soldo de outras nações, com a colaboração do Capital e de Sociedades discretas, esta gente veio mesmo para acabar connosco... mas Democraticamente, claro!... 
Que nome se há-de dar a esta gente??... E a nós, que nome se há-de dar, que, calma e esperançosamente, temos em tudo vindo a consentir e colaborar?!... Enfim, grande parte de nós continua como sempre - a mandar pôr trancas na porta, mas só depois da casa roubada, a não acautelar as suas barbas mesmo quando as dos vizinhos já estão a arder... Somos um povo generoso e confiante; ingénuo, de certa maneira... Dessa nossa bonomia se aproveitam "eles" para atingir fins, sem olhar a meios, com o maior desprezo por todos quantos não são do klã, esquecendo que somos nós que os elegemos e suportamos para nos servirem, servirem a Nação e não o contrário, como têm feito... Estes são os novos vampiros, tão iguais ou piores do que os que Zeca Afonso assim cantou:


No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada

Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [bis]

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada