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quarta-feira, 9 de abril de 2025

O "Milhões" - O "9 de Abril"






D.L.24




D.L.38



"A Batalha de La Lys (7 a 29 de abril de 1918) foi uma enorme ofensiva militar alemã focada ao norte da fronteira franco-belga, na região da Flandres, durante a Primeira Grande Guerra. 
... As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha na madrugada e manhã de 9 de Abril, teriam registado milhares de baixas, entre mortos (1 341), feridos (4 626), desaparecidos (1 932) e prisioneiros (7440).[5] De acordo com estudos recentes, porém, esses números estariam muito inflacionados. Segundo um autor, em La Lys ter-se-ão registado apenas 423 mortos portugueses (de um total de 2 086 mortos do Corpo Expedicionário Português em 1917-1918) e cerca de 6 000 prisioneiros.[6] Outro autor refere apenas 300 mortos e 6 000 prisioneiros portugueses em La Lys.[7]..." (ler+)

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

ARMANDO FERREIRA

 

D.L.35


1935

1941

1944

" Armando Ferreira (1893-1968)

  Autor de mais de duas dezenas de best-sellers, numa linha que herdou influências dos textos humorísticos sobre o quotidiano lisboeta como os de Gervásio Lobato (1850-1895), de quem evoca o livro mais famoso, Lisboa em Camisa (1890), na sua obra Lisboa Sem Camisa (1934), e André Brun (1881-1926), Armando Ferreira é hoje praticamente um escritor esquecido. Os seus textos leves e o seu humor ligeiro afastam-no, aliás, da obra dos seus contemporâneos ..." (daqui)


D.L.68

domingo, 19 de maio de 2024

JÚLIO DANTAS

 

D.L.


...   ...
Em que pensa, cardeal? 

CARDEAL GONZAGA, como quem acorda, os olhos cheios 
de brilho, a expressão transfigurada 
Em como é diferente o amor em Portugal! 
Nem a frase subtil, nem o duelo sangrento... 
é o amor coração, é o amor sentimento. 
Uma lágrima... Um beijo... Uns sinos a tocar... 
Um parzinho que ajoelha e que vai se casar. 
Tão simples tudo! Amor, que de rosas se inflora: 
Em sendo triste canta, em sendo alegre chora! 
O amor simplicidade, o amor delicadeza... 
Ai, como sabe amar, a gente portuguesa! 
Tecer de Sol um beijo, e, desde tenra idade, 
Ir nesse beijo unindo o amor com a amizade, 
Numa ternura casta e numa estima sã, 
Sem saber distinguir entre a noiva e a irmã... 
Fazer vibrar o amor em cordas misteriosas, 
Como se em comunhão se entendessem as rosas, 
Como se todo o amor fosse um amor sòmente... 
Ai, como é diferente! Ai, como é diferente! 

CARDEAL RUFO  
Também vossa Eminência amou? 

CARDEAL GONZAGA  
Também! Também! 
Pode-se lá viver sem ter amado alguém! 
Sem sentir dentro d’alma - ah, podê-la sentir! _ 
Uma saudade em flor, a chorar e a rir! 
Se amei! Se amei! _ Eu tinha uns quinze anos, apenas. 
Ela, treze. Um amor de crianças pequenas, 
Pombas brancas revoando ao abrir da manhã... 
Era minha priminha. Era quase uma irmã. 
Bonita não seria... Ah, não... Talvez não fosse. 
Mas que profundo olhar e que expressão tão doce! 
Chamava-lhe eu, a rir, a minha mulherzinha... 
Nós brincávamos tanto! Eu sentia-a tão minha! 
Toda a gente dizia em pleno povoado: 
“Não há noiva melhor para o senhor morgado, 
Nem em capela antiga há santa mais santinha...” 
E eu rezava, baixinho: “É minha! É minha! É minha” 
Quanta vez, quanta vez, cansados de brincar,  
Ficávamos a olhar um para o outro, a olhar, 
Todos cheios de Sol, ofegantes ainda... 

Numa grande expressão de dor: 

Era feia, talvez, mas Deus achou-a linda... 
E, uma noite, a minha alma, a minha luz, morreu! 

Numa revolta angustiosa: 

Deus, se ma quis tirar, p’ra  que foi que ma deu? 
Para quê? Para quê? 

CARDEAL DE MONTMORENCY, ao vê-lo 
erguer-se, amparando-o: 
  Oh! Eminência... 

CARDEAL RUFO, curvando-se também para o amparar, 
comovido: 
Então... 

CARDEAL GONZAGA 
Ai! Pois não via, Deus, que eu tinha coração! 

CARDEAL RUFO 
Eminência 

CARDEAL GONZAGA, caindo sobre a cadeira, a soluçar 
Não via! Ah!, não via! Não via! 
Julgou que de um amor outro amor refloria, 
E matou-me... E matou-me! 

CARDEAL DE MONTMORENCY  
Eminência... 

CARDEAL GONZAGA 
Afinal, 
Foi esse anjo, ao morrer, que me fez cardeal! 
E eu hoje sirvo a Deus, _ a Deus, que ma levou... 

CARDEAL RUFO, a DE MONTMORENCY, limpando 
 uma lágrima furtiva, enquanto as onze horas soam no Vaticano 

Foi ele, de nós três, o único que amou. 

sexta-feira, 17 de maio de 2024

JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS

D.L.35

D.L.44

"...Leite de Vasconcelos (Ucanha, 7 de julho de 1858 — Lisboa, 17 de maio de 1941), foi um linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português..."  (daqui)

sexta-feira, 19 de abril de 2024

GUALDINO GOMES e o seu regresso à Brasileira

 



D.L.

"... Gualdino Gomes nasceu em Lisboa, em 19 de Abril de 1857. Nesta cidade passou a infância e fez os seus estudos, licenciando-se em Letras (Curso Superior de Letras). ..." (ler+)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

F.VALENÇA, cronista da vida alfacinha



D.L.62


S.F..31

S.F..32


"O pai é uma pança com pernas. Foge ao Fisco, rouba no peso e tem um passado de grossas trafulhices. A mãe, rotunda e analfabeta,..." (ler +)

O Esp.25

D.L.63

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Prof. Dr. FRANCISCO GENTIL

D.L.

"... O seu nome “ficará para sempre ligado à obra extraordinária que ergueu no Instituto Português de Oncologia(…).” (5). O IPO resulta da visão inovadora do Prof. Francisco Gentil e da sua capacidade de ultrapassar obstáculos. ..." (daqui)

"... Nasceu Francisco Valença, em Lisboa, a 2 de Dezembro de 1882. Frequentou [cf. Diário de Lisboa, ..." (daqui)