Cá no alto do castelo / Está S. Jorge a dominar / Olha o Tejo com desvelo / A vê-lo correr pró mar / Vejo as velas tão branquinhas / Barquinhos a deslizar / Os barcos são alfacinhas / E não vão, não vão pró mar
Barcos do Tejo
P’lo rio afora
Eu bem os vejo
Namorar Lisboa
Iguais as velas
Que deram fama
Às caravelas
De Vasco da Gama
Barcos do Tejo
A navegar
Que eu bem os vejo
Olhando pró mar
Barcos do Tejo
Velas à vela
São filigrana de Lisboa
Nobre e tão bela
Destas muralhas com glória
Cá no alto do castelo
Deito os olhos pró Restelo
E oiço falar a História
Velas ao vento tal qual
As que vês lá em Belém
Mostraram ao mundo quem
E o valor de Portugal
Fernanda Maria interpreta este fado, com letra de Lopes Victor e música de Martinho d'Assunção, fado que evoca esses barcos cuja decoração é, sem dúvida, uma marca de identidade cultural ligada ao estuário do Tejo. Barcos de pesca, de transporte de mercadorias ou de passageiros, os varinos, as fragatas, catraios, faluas, canoas, botes de fragata, entre outros tipos de embarcações, fazem parte do património e cultura de todas as povoações ribeirinhas que, como a de Lisboa, têm o estuário do "Tejo a seus pés".