sábado, 25 de outubro de 2025
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
domingo, 3 de novembro de 2024
AFONSO DE BRAGANÇA
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
domingo, 8 de setembro de 2024
quarta-feira, 22 de maio de 2024
domingo, 31 de dezembro de 2023
domingo, 13 de agosto de 2023
Nomes de ruas
segunda-feira, 26 de junho de 2023
TEATRO DE LISBOA
domingo, 18 de junho de 2023
LISBOA por CADENAS
sábado, 10 de junho de 2023
terça-feira, 6 de junho de 2023
GOMES LEAL
"Claridades do Sul"
Carta ao Mar
Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!
Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
— Nada é mais grande, nobre e doloroso,
Do que tu, — vasto e humido jazigo!
Nada é mais triste, tragico e profundo!
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
Mas tambem, quem te poude consollar?!
Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia! —
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
— A Musica é mais triste inda que o Mar!
in "Claridades do Sul"
O Selvagem
Eu não amo ninguem. Tambem no mundo
Ninguem por mim o peito bater sente,
Ninguem entende meu sofrer profundo,
E rio quando chora a demais gente.
Vivo alheio de todos e de tudo,
Mais callado que o esquife, a Morte e as lousas,
Selvagem, solitario, inerte e mudo,
— Passividade estupida das Cousas.
Fechei, de ha muito, o livro do Passado
Sinto em mim o despreso do Futuro,
E vivo só commigo, amortalhado
N'um egoismo barbaro e escuro.
Rasguei tudo o que li. Vivo nas duras
Regiões dos crueis indifferentes,
Meu peito é um covil, onde, ás escuras,
Minhas penas calquei, como as serpentes.
E não vejo ninguem. Saio sómente
Depois de pôr-se o sol, deserta a rua,
Quando ninguem me espreita, nem me sente,
E, em lamentos, os cães ladram à lua...
in "Claridades do Sul"
sábado, 25 de fevereiro de 2023
terça-feira, 25 de outubro de 2022
sábado, 19 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
LISBOA vista do céu
segunda-feira, 14 de junho de 2021
domingo, 30 de maio de 2021
LISBOA
quinta-feira, 26 de março de 2020
LISBOA CO(m)VID(a)
(som: Carlos Paredes - "Verdes anos")





































