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quarta-feira, 10 de junho de 2020

(A)MAR PORTUGAL, Terra do Atlântico


D.L.23

D.L.31

O velho do Restelo
94
“Mas um velho d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95
— “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

... ... ...
(in Os Lusíadas, Canto IV)

domingo, 10 de junho de 2018

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES, DOS LUSÍADAS

Camões lendo os Lusíadas a D. Sebastião - pintura de António Ramalho

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

                                  Lusíadas - Canto I - Est. 3








Duas Pátrias 54

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"O MEU PORTUGAL"


Que melhor, para assinalar o Dia de Portugal, do que um Fado? Sim, o Fado, que não é canto qualquer, é, como os melhores, Património Imaterial da Humanidade. Pátria de Camões, de Pessoa, do Fado e das Comunidades Lusófonas, Portugal é universal e único.  
Que "Portugal de beleza sem rival" venha a ser de novo o Farol da Humanidade!