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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ματαιοτη, παντα ματαιοτη!

D.L.

António Nobre sonhava plantar ervilhas e compor alexandrinos... não sei se terá alcançado o seu sonho de plantar ervilhas, mas certo é que plantou belos sonetos como este

"Vaidade, Tudo Vaidade!"

Vaidade, meu amor, tudo vaidade! 
Ouve: quando eu, um dia, for alguém, 
Tuas amigas ter-te-ão amizade, 
(Se isso é amizade) mais do que, hoje, têm. 

Vaidade é o luxo, a glória, a caridade, 
Tudo vaidade! E, se pensares bem, 
Verás, perdoa-me esta crueldade, 
Que é uma vaidade o amor de tua mãe... 

Vaidade! Um dia, foi-se-me a Fortuna 
E eu vi-me só no mar com minha escuna, 
E ninguém me valeu na tempestade! 

Hoje, já voltam com seu ar composto, 
Mas eu, vê lá! eu volto-lhes o rosto... 
E isto em mim não será uma vaidade? 

(António Nobre, in "Só")

D.L.50

sábado, 7 de abril de 2012

Capotes e Josésinhos

Occidente11

Occidente14


in "Lisboa d' outros tempos", de Pinto de Carvalho (Tinop) que pode ler aqui, uma sugestão que vos deixo, com votos de uma Páscoa recheadinha de coelhos, excepto um, que apenas nos tem oferecido amêndoas bem amargas... mas, enfim, há até quem não desgoste desse Coelho e, para esses, que essa Páscoa lhes faça bom proveito!...

terça-feira, 31 de maio de 2011

"Uma Família Portuguesa"

O Dom. Ilust.
"Haverá hoje progresso em tudo, nas ideias e nos homens - mas a grande massa anónima e trabalhadora do Povo, a Grei, não é mais feliz..."
Será?... Hum!

 (Intérprete: Amália Rodrigues; Autores: A.Fonseca, R. Ferreira, M. Sequeira)