domingo, 23 de junho de 2019

NICOLAU TOLENTINO


I.P.

"Nicolau Tolentino de Almeida (Lisboa, 10 de setembro de 1740 – Lisboa, 23 de junho de 1811) foi um poeta português. Pertenceu ao movimento da Nova Arcádia (1790-1794)...." (ler+)

Este será o seu poema mais conhecido, mas poderá ler  mais aqui

CHAVES NA MÃO, MELENA DESGRENHADA

Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...



sábado, 15 de junho de 2019

A "FÔFA"


ACap.

"... Em face da raridade das referências à fofa no Brasil do século XVIII - exceção feita à do padre Bento de Cepeda em sua Relação sobre o deplorável estado a que chegou a Companhia de Jesus nesta província do Brasil, dando conta de que, em Pernambuco, um padre Manuel Franco "dançava a fofa (que é dança desonesta) com mulheres de má-reputação" - poder-se-ia talvez por em dúvida a origem brasileira dessa dança tida sempre como portuguesa, não fora a..." (ler+)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

"Vós sois o sal da terra"



in "Sermão de Stº António aos Peixes" 
                                        P.e António Vieira


sábado, 8 de junho de 2019

CAMÕES em Paris


ACap.

"A estátua de Luís de Camões, em Paris, passa praticamente despercebida. Muitos Portugueses residentes na capital francesa, nem sabem da sua existência.

Não sabem sequer que existe uma avenida Camões – avenue Camoëns – no 16° bairro de Paris, ali bem perto da Place du Trocadero e da Tour Eiffel.
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A primeira estátua de Camões foi inaugurada no dia 13 de junho de 1912, quando se celebrava a morte do poeta, em 1580.

Na verdade, era um busto, enorme, encomendado ao escultor italiano Luigi Betti, instalado num pedestral com cerca de 5 metros de altura.

Era pois uma obra imponente. Mas a população não gostou! 
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Foi Miguel Magalhães, atual Adjunto do Diretor da Gulbenkian, com “os braços da casa”, que recuperou o badalado busto de Camões para o levar para um pequeno jardim anexo da Casa de Portugal André de Gouveia, na cidade universitária internacional de Paris, onde está atualmente. 
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No início dos anos 80, graças a Rui da Silveira, foi mandado construir novo monumento em homenagem a Luís de Camões, e mandado colocar no fundo das escadas da avenida Camões, no sítio onde estava a primeira estátua.
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Mas uma “maldição” continua a pairar sobre o monumento.

No ano passado, quando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, veio a Paris para comemorar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas,… esqueceu-se de depôr um simples ramo de flores em frente do autor de Os Lusíadas." (ler+)

sábado, 1 de junho de 2019

VIANA DA MOTA

ACap.

"... A Sinfonia "À Pátria" é geralmente considerada a obra-prima de Vianna da Motta. Foi a primeira sinfonia a merecer as honras de impressão em Portugal. Ela é inspirada em versos de Luís Vaz de Camões e segue o modelo formal clássico das sinfonias de Beethoven: quatro andamentos, dos quais o terceiro é um scherzo. No terceiro andamento o compositor utiliza duas canções populares portuguesas. Daqui depreende-se que nem sempre é fácil traçar a fronteira entre a segunda e a terceira fase criativa do compositor. Com efeito, várias das suas obras resultam claramente do cruzamento das culturas alemã e portuguesa, da importância que teve a sua formação musical na Alemanha e da necessidade de expressar o seu patriotismo por via do recurso à música tradicional portuguesa. ..." (ler+)

sexta-feira, 24 de maio de 2019

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, o Herói de Chaimite

D.L.36

Ilust.36



"Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque GOTE • MOVM • ComA • GCIC (Batalha, Batalha, Quinta da Várzea, 11 de Novembro de 1855 – Lisboa, 8 de Janeiro de 1902) foi um oficial de cavalaria português que ganhou grande fama em Portugal por ter protagonizado a captura do imperador nguni Gungunhana em Chaimite (1895) e pela condução da subsequente campanha de pacificação das populações locais à administração colonial portuguesa, ou da sua conquista e subjugação[1], no território que viria a constituir o actual Moçambique, e entre outras coisas uma das mais brilhantes figuras militares portuguesas, herói de Chaimite e de Gaza, durante as gloriosas campanhas de África (1894-1895), e um dos mais notáveis administradores coloniais. ..." (daqui)

terça-feira, 21 de maio de 2019

O "Musset português"


ACap.1916



AMAR OU ODIAR

Amar ou odiar: ou tudo ou nada!
O meio termo é que não pode ser
A alma tem d’estar sobressaltada
P’ra o nosso barro se sentir viver.

Não é uma cruz a que não for pesada,
Metade dum prazer não é um prazer;
E quem quiser a alma sossegada
Fuja do mundo e deixe-se morrer.

Vive-se tanto mais quanto se sente;
Todo o valor está no que sofremos…
Que nenhum homem seja indiferente!

Amemos muito, como odiamos já:
A verdade está sempre nos extremos,
Porque é no sentimento que ela está.

(in Sonetos de Amor, 1922)


"...  Estreou-se com a obra Náufragos (1892), contando entre as suas produções mais relevantes Carta a um Poeta (1899) e Sonetos de Amor (1922). Foi publicada postumamente uma edição definitiva das obras completas, em dois tomos, com o título de O Meu Livro (1941). O poeta e publicista João de Barros definiu-o nestes termos: Fausto Guedes é um poeta de sempre. Forneceu numerosas coplas a Augusto Hilário, um dos grandes cultores do fado de Coimbra. ..." (ler+)