terça-feira, 14 de julho de 2020

GUERRA JUNQUEIRO


D.L.


FUNERAES DO GRANDE POETA GUERRA JUNQUEIRO

"Guerra Junqueiro faleceu a 7 de julho de 1923 e teve exéquias fúnebres nacionais para o Mosteiro dos Jerónimos, de onde foi trasladado para o Panteão Nacional em 1966." (ler+)

domingo, 28 de junho de 2020

D. FRANCISCO DE PORTUGAL


"Muito vence, quem se vence;

Muito diz, quem não diz tudo

Ao que é discreto pertence

A tempo fazer-se mudo"


"Mais se mente aos Reis calando-lhe verdades que dizendo-lhe mentiras"




Trovas e sentenças de D. Francisco de Portugal, 1º Conde de Vimioso


quarta-feira, 10 de junho de 2020

(A)MAR PORTUGAL, Terra do Atlântico


D.L.23

D.L.31

O velho do Restelo
94
“Mas um velho d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95
— “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

... ... ...
(in Os Lusíadas, Canto IV)

sexta-feira, 29 de maio de 2020

GUILHERME DE FARIA


D.L.



"... Guilherme de Faria nasceu em Guimarães, no dia 6 de outubro de 1907. No outono de 1919, com doze anos, mudou-se com a família para Lisboa. Entre 1922 e 1929, publicou sete livros de poesia: «Poemas» [1922], «Mais Poemas» [1922], «Sombra» [1924], «Saudade Minha» [1926], «Destino» [1927], «Manhã de Nevoeiro» [1927] e «Desencanto», que foi impresso no dia 4 de fevereiro de 1929, exatamente um mês após o suicídio do poeta. Em julho desse mesmo ano foi publicada a antologia «Saudade Minha (poesias escolhidas)», o “livro definitivo” de um poeta que se integrou na estética neorromântica lusitanista,... (ler+)

domingo, 10 de maio de 2020

MANUEL F. LARANJEIRA


D.L.25


Ao morrer, os olhos dizem:
- «Pára Morte e espera aí!
Vida não vás tão depressa
Que eu inda te não vivi...»

A Vida vai e a Morte
É que responde em vez dela:
- «Mas que culpa tem a vida
De que não saibam vivê-la?»


"... FADO REZENDE (Ao morrer os olhos dizem), com música de Alexandre de Rezende (1886 – 1953), e letra de Manuel Laranjeira (1877 – 1912).
Lucas Junot (1902 – 1968), gravou este Fado de Coimbra em 1927. No mesmo ano, Paradela de Oliveira, gravou a mesma composição, com a mesma música e a mesma letra, chamando-lhe “FADO DA VIDA (Ao morrer os olhos dizem)”.
É conveniente dizer, que só após as investigações de Anjos de Carvalho, realizadas no final da década de 90, se ficou a saber que as quadras originais, são da autoria de Manuel Laranjeira, e foram publicadas em Fevereiro de 1912, no livro “Comigo”...." (ler+)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

"Da Alegria"


D.L.



"... Reunidas em livros, as crônicas de Santo Tirso deram origem aos volumes De rebus pluribus (1923) e Cartas de algures (1924). A edição de 1923 de De rebus pluribus, a segunda da obra (a primeira é desconhecida), saiu pela prestigiosa editora Aillaud e Bertrand, com prefácio e post-scriptum de Antônio Cândido Ribeiro da Costa (1850-1922). No prefácio, Antônio Cândido compõe o perfil de Santo Tirso, em que destaca o “conversador interessantíssimo”, apreciado pelas elites mundanas de Lisboa, o diplomata de carreira que viajou por quase toda a Europa e parte da América, o conhecedor das literaturas modernas, o poliglota, o jornalista, o apreciador de Stendhal e dos humoristas anglo-saxões (Swift, Carlyle). No post-scriputm, Antonio Candido lamenta a morte de Santo Tirso, em 1919, antes que De rebus pluribus entrasse em circulação. ..." (ler+)

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Da "Lenda de Santa Bárbara" à "Lenda dos seios cortados"


D.L.22


D.L.22

João Saraiva "... Foi figura de relevo na poesia portuguesa contemporânea, quer pelo seu lirismo, quer pelo seu espírito satírico, cedo revelando a sua vocação. Em prosa publicou apenas uma evocação do Grémio Literário, de que foi um dos primeiros sócios..." (ler+)

Carlos Amaro (Carlos Amaro de Miranda e Silva - 1879-1946), poeta, dramaturgo, crítico literário e teatral, político e ensaísta, autor da peça infantil em verso S. João Subiu ao Trono (1935), dedicada à filha e ilustrada por Sarah Afonso.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

O PAVÃO, O PERÚ E O GALO


D.L.

"... Dedicou-se ao fabulário infantil publicando Fábulas : Versos usando o pseudónimo Pedro Barto. A obra foi ilustrada por Leal da Câmara e por J. Gyrão. ..." (daqui)

segunda-feira, 20 de abril de 2020

ALFREDO PIMENTA

"Mais amargas, mais tristes, certamente,
Do que as lágrimas frias que me vês
Pelo rosto de palido, e cançado

São aquelas que eu sinto e ninguém sente
Aquelas que em meu peito a dôr me fez
Aquelas que eu sofri sem ter chorado."


D.L.

"... Republicano durante a Monarquia e monárquico na República (faz profissão pública de adesão à Monarquia em 1915) porque a isso o impelia a influência comtiana, separou-se dos republicanos democratas, primeiro, e, em seguida, dos evolucionistas, para se aproximar dos monárquicos integralistas, dos quais se afastou por fidelidade ao princípio monárquico da odediência ao rei (D. Manuel II, na ocasião), a quem procurou converter à monarquia tradicional, demonstrando-lhe a legitimidade de se desligar do seu juramento à Carta Constitucional. ..."  (ler+)