quinta-feira, 13 de julho de 2023

CÉSAR DE FRIAS

Ilust.32


Ilust.32



"Tradução e prefácio de César de Frias

Grande épico da vida rural, cujo imediato e enorme sucesso internacional foi em grande medida responsável pela atribuição, três anos depois da sua publicação, do prémio Nobel ao autor, Pão e Amor (também traduzido como Os Frutos da Terra), representa um dos cumes mais elevados da produção literária de Knut Hamsun. Exortando o retorno do Homem a uma vida salutar e simples em comunhão com a Natureza como único remédio para eliminar a degradação causada pela modernidade e pelo progresso à humanidade, ..." (ler+)

sexta-feira, 7 de julho de 2023

GUERRA JUNQUEIRO

 

D.L.32

Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, Ligares, 15 de Setembro de 1850 — Lisboa, 7 de Julho de 1923)



  O PAPÃO

As crianças têm medo à noite, às horas mortas,

Do papão que as espera, hediondo, atrás das portas,

Para as levar no bolso ou no capuz dum frade.

Não te rias da infância, ó velha humanidade,

Que tu também tens medo ao bárbaro papão,

Que ruge pela boca enorme do trovão,

Que abençoa os punhais sangrentos dos tiranos,

Um papão que não faz a barba há seis mil anos,

E que mora, segundo os bonzos têm escrito,

Lá em cima, detrás da porta do infinito!

D.L.27

terça-feira, 4 de julho de 2023

ANTÓNIO CARNEIRO - João Fernandes

D.L.25.04.34

D.L.04.07.34

D.L.34



D.L.31

D.L.26

ADOLFO CASAIS MONTEIRO

(Porto, Massarelos, 4 de Julho de 1908 – São Paulo, Perdizes, 24 de Julho de 1972)

D.L.

"Proibido pela censura, o nome de Casais Monteiro foi apagado de Portugal. Durante décadas não pode publicar um livro ou assinar uma crítica literária. Forçado ao exílio pelo regime salazarista, continuou sempre a escrever a partir do Brasil. ..." (LER+)
 

domingo, 18 de junho de 2023

LISBOA por CADENAS

 

D.L.

Cadenas no Salão Bobone

Modesto Sánchez Cadenas (n. Madrid; 18991​ - f. León; 21 de noviembre de 1936)

"Al pintor Modesto Cadenas no solo le fusilaron, sino que ejecutaron su memoria. El historiador Víctor del Reguero acaba de publicar su biografía en el Diccionario de la Real Academia de la Historia. ..." (ler+)

sexta-feira, 16 de junho de 2023

DAVID MOURÃO-FERREIRA

 


A Árvore

David de Jesus Mourão-Ferreira (Lisboa, 24 de fevereiro de 1927 — Lisboa, 16 de junho de 1996) 

domingo, 11 de junho de 2023

A CONCHA


Alm.DasArtesELetras

António Cândido Gonçalves Crespo (Rio de Janeiro, Brasil, 11 de Março de 1846 - Lisboa, 11 de Junho de 1883)

terça-feira, 6 de junho de 2023

GOMES LEAL



D.L.26

António Duarte Gomes Leal (Lisboa, 6 de junho de 1848 — 29 de janeiro de 1921) foi um poeta e crítico literário português. ... (ler+)

 "Claridades do Sul"


Carta ao Mar

Deixa escrever-te, verde mar antigo,

Largo Oceano, velho deus limoso,

Coração sempre lyrico, choroso,

E terno visionario, meu amigo!


Das bandas do poente lamentoso

Quando o vermelho sol vae ter comtigo,

— Nada é mais grande, nobre e doloroso,

Do que tu, — vasto e humido jazigo!


Nada é mais triste, tragico e profundo!

Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...

Mas tambem, quem te poude consollar?!


Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia! —

E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;

— A Musica é mais triste inda que o Mar!

                                               in "Claridades do Sul"


D.L.35


Rev Mun.41


O Selvagem

Eu não amo ninguem. Tambem no mundo

Ninguem por mim o peito bater sente,

Ninguem entende meu sofrer profundo,

E rio quando chora a demais gente.


Vivo alheio de todos e de tudo,

Mais callado que o esquife, a Morte e as lousas,

Selvagem, solitario, inerte e mudo,

— Passividade estupida das Cousas.


Fechei, de ha muito, o livro do Passado

Sinto em mim o despreso do Futuro,

E vivo só commigo, amortalhado

N'um egoismo barbaro e escuro.


Rasguei tudo o que li. Vivo nas duras

Regiões dos crueis indifferentes,

Meu peito é um covil, onde, ás escuras,

Minhas penas calquei, como as serpentes.


E não vejo ninguem. Saio sómente

Depois de pôr-se o sol, deserta a rua,

Quando ninguem me espreita, nem me sente,

E, em lamentos, os cães ladram à lua...

                                             in "Claridades do Sul"


AlbumDasGlorias1881

sábado, 3 de junho de 2023