sexta-feira, 12 de julho de 2024

AFFONSO CELSO

 

D.L.


XIX
Os portugueses
 
A história não regista notícia de um povo que, com menos recursos, mais fizesse do que o português. Larga é a sua contribuição para o progresso humano, que nunca empeceu. Subjugou o mar tenebroso, dilatou o perímetro aproveitável do planeta; e, sendo um dos mais diminutos e menos povoados reinos da Europa, formou esse colosso — o Brasil. Dá mostras de injustiça e ingratidão o brasileiro que ataca ou deprime Portugal.
Que é que constitui a grandeza de um povo? Seus serviços à humanidade? Portugal os prestou, como nenhuma outra nação, com as suas viagens e descobrimentos.
A sua literatura, a sua arte?
Portugal criou o estilo gótico manoelino; possui Camões, uma das sumidades do pensamento universal.
A sua heroicidade, a sua resignação, o seu esforço?
Uma vez única o solo português sofreu a conquista de hostes estrangeiras, pois o domínio de Espanha durante 60 anos legitimou-o o direito de sucessão. Napoleão, o dominador da Europa inteira, mandou para lá suas mais aguerridas tropas e mais famosos generais. E em Portugal começou o declínio das vitórias napoleônicas. A família real de Bragança não se humilhou — única no velho mundo com a da Inglaterra — ao grande guerreiro, mas, ao contrário, estorvou-lhe os planos, como ele próprio o reconheceu em Santa Helena. O general Junot foi batido e aprisionado em Portugal; Soult e Massena, em toda parte triunfantes, viram-se obrigados a retirar-se diante da indomável bravura e tenacidade lusitanas. Se exércitos franceses invadiram o território português, também uma divisão portuguesa invadiu a França e ocupou cidades francesas sob o comando de Wellington.
Onde quer que os portugueses fixem domicílio, na Ásia, na África, na Oceania, dão belos exemplos de união, patriotismo, amor ao trabalho, filantropia; elevam monumentos à caridade e à instrução. Em parte nenhuma é infecunda a sua passagem.
Desfralda-se altiva, há tantos séculos, a sua bandeira branca e azul! Jamais teve nódoas, a não serem de sangue briosamente vertido. Nunca se abateram os cinco escudos das suas armas. Honra aos desbravadores do nosso país!
 
XX
Não foi de degredados que se povoou o Brasil
 
Depois do que a respeito do assunto escreveram, entre outros, Porto Seguro e João Francisco Lisboa, só por ignorância ou má fé se afirmará que de malfeitores e da pior gente portuguesa se compuseram os primeiros núcleos da nossa população.
É inexato que Portugal houvesse em começo abandonado ou desprezado o Brasil. Não se assinala diferença sensível entre o povoamento deste e o das outras colônias portuguesas. Vieram para cá os melhores elementos da escassa população de que a metrópole dispunha. Os da Índia não se mostraram muito superiores, antes inferiores quanto ao resultado.
... "

quinta-feira, 4 de julho de 2024

FÉLIX BERMUDES


I.P.23

D.L.45

Presidentes assim... isso sim!

Bermudes foi igualmente um homem de cultura, ... (aqui)

Félix Bermudes e a melhor tradução do "IF" (aqui)


D.L.65

D.L.74

quarta-feira, 3 de julho de 2024

A (REAL) CASA PIA DE LISBOA


D.L.33

D.L.36

D.L.51

" A Casa Pia de Lisboa foi fundada, no dia 3 de julho de 1780, no reinado de D. Maria I, pelo Intendente da Polícia Diogo Inácio de Pina Manique, no contexto dos problemas sociais decorrentes do terramoto de 1755 que devastou a cidade de Lisboa.

Instalada no Castelo de S. Jorge, a Real Casa Pia de Lisboa recebe crianças órfãs e abandonadas, além de mendigos e prostitutas, em sectores diferenciados. ..." (ler+)

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Fábrica da VISTA ALEGRE

D.L.

"... Em 1824, José Ferreira Pinto Basto apresentou uma petição ao Rei D. João VI para “erigir para estabelecimento de todos os seus filhos, com igual interesse, uma grande fábrica de louça, porcelana, vidraria e processos chímicos na sua Quinta chamada da Vista-Alegre da Ermida”.


Em Alvará Régio de 1 de Julho de 1824 D. João VI autorizou o estabelecimento da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre. Apenas cinco anos depois, a Vista Alegre recebeu o título de Real Fábrica, um reconhecimento pela sua arte e sucesso industrial. ..." (daqui)