quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Av. 5 de Outubro

Continuando, rumo ao Saldanha, avista-se parte da Praça do Campo Pequeno

e, do lado direito, este magnífico edifício, ultimamente muito procurado,

onde funciona a Caixa Geral de Aposentações... É um corre, corre... A contrastar, encontramos depois esta belíssima fachada, num edifício que, muito embora..., creio, não terá quaisquer ligações com o Glorioso...

Ainda outro prédio, relativamente bem conservado, este com bonitos azulejos
Até que, mais adiante, esse prédio de esquina, onde não mora a Senhora do Monte, e o contíguo, na Av. Visconde Valmor, com curiosas vidraças, ostentam esse sinais de desleixo e de vandalismo, embora num deles funcione até um estabelecimento comercial

Lamentável, o estado dos azulejos...

Já quase a chegar à Duque d'Ávila, merece nota mais esse edifício recuperado, embora tenha levado um discutível acrescento... mas, do mal, o menos!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Av. 5 de Outubro

Hoje fui fotografar esta magnífica moradia que, em 1929, foi Prémio Valmor e cujo projectista foi Pardal Monteiro. Situa-se na Av. 5 de Outubro, 209-215, encontra-se bastante bem conservada e o jardim muito bem cuidado. Um mimo!
MINISTÉRIO DA CULTURA
Gabinete da Ministra Portaria n.º 76/2008
A moradia António Bravo (Prémio Valmor — 1929) foi projectada pelo Arquitecto Pardal Monteiro por encomenda de Félix Ribeiro Lopes. É um edifício sólido, de qualidade e eficácia construtiva, onde se encontra em evidência uma evolução formal e estética que não é alheia às correntes internacionais, numa fase art déco daquele arquitecto. A maior e mais exuberante de uma série de moradias urbanas que Pardal Monteiro projectou na segunda década do século XX para as Avenidas Novas de Lisboa e a única que ainda hoje existe. Esta moradia sobressai pela sua dimensão, relevos escultóricos de algumas cantarias, mísulas e floreiras, gradeamentos das janelas e sacadas, com motivos florais que complementam a decoração dos painéis e frisos de mosaicos das fachadas. A tendência modernista, patente nas linhas simples e na sobriedade decorativa das obras de Pardal Monteiro, traduz -se aqui também na volumetria paralelepipédica, cuja aparência de “caixa” é reforçada pela reduzida expressão plástica da cobertura, o telhado de quatro águas, sem beiral, está escondido pela cornija de perfil rectilíneo. A linearidade da moradia é quebrada por uma varanda de canto ainda que integrada na estrutura cúbica. A fachada principal é revestida a cantaria. Por fim, é de ressaltar o rasgamento das janelas triplas, pormenor que Pardal Monteiro aplicou noutros projectos ao longo da sua vida. A moradia António Bravo é um belo exemplar da arquitectura portuguesa do século XX que constitui um relevante testemunho com interesse cultural por reflectir valores patrimoniais, de memória, autenticidade, originalidade e exemplaridade do bem. Foram cumpridos os procedimentos de audição de todos os interessados previstos no artigo 27.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, bem como nos artigos 100.º e seguintes do Código do Procedimento Administrativo; Assim: Ao abrigo do disposto no n.º 5 do artigo 15º, no artigo 18º e no n.º 2 do artigo 28º, todos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, manda o Governo, pela Ministra da Cultura, o seguinte: Artigo único É classificada como imóvel de interesse público (IIP) a Moradia António Bravo, sita na Avenida 5 de Outubro, n.º 209, em Lisboa, Diário da República, 2.ª série — N.º 21 — 30 de Janeiro de 2008 4253 freguesia de Nossa Senhora de Fátima, concelho e distrito de Lisboa, e fixada a zona especial de protecção conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. 17 de Janeiro de 2008. — A Ministra da Cultura, Maria Isabel da Silva Pires de Lima.
Depois, rumei ao Saldanha, deixando-a para trás e a esses edifícios de tão estranha beleza, emoldurados por um céu ameaçador...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AMÁLIA no CCB

Já cheguei ao entardecer

e aproveitei logo para ir aquecendo a minha inseparável Nytech. À entrada, dá-me as boas-vindas o Néctar da Joana Vasconcelos...

Após alguns corredores e escadas, eis-me nas imensas salas onde se pretende dar uma visão da carreira de Amália mostrando alguns vestidos da artista, cartazes de concertos

revistas, jornais, capas de discos

vídeos e imensas fotografias

imensas fotografias

que, em muitos casos, se perdem nas enormes paredes que as acolhem

"Agarrou-me" essa fotografia de Amália,

esse painel com montagem de várias fotografias da fadista

mas, acima de tudo, esse local mágico onde dançam os três Corações Independentes - o Vermelho, simbolizando o Fado, o Amor; O Dourado, que representa o ouro e a Tradição; o Preto, que simboliza a Morte, a Dor e o Sofrimento.

Está de parabéns a Joana Vasconcelos a quem Engenho e Arte não faltaram!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Palácio Valada-Azambuja

Passei, uma vez mais, pelo Palácio Valada-Azambuja, onde se encontra instalada a Biblioteca Municipal de Camões, http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1004
e verifiquei, com algum espanto, que os belos panos de azulejos, que forravam as paredes do átrio

continuam ausentes

embora já tenham sido retirados há algum tempo e se tenha anunciado, por quem sabe, que o imóvel iria "muito em breve sofrer obras de recuperação" (2008) http://lisboasos.blogspot.com/2008/10/palcio-valada-azambuja.html
Ora, de facto, nem uma coisa, nem outra!... O prédio, cadastrado como Imóvel de Interesse Público, está cada vez mais uma ruína e, de facto, nem se vê o interesse de recolocar os azulejos sem que, antes, se tenham efectuado as necessárias obras... Todo o interior - o visível ao visitante, fará o oculto!... - está mesmo a necessitar de alguns cuidados

para não falar já do que se encontra vandalizado

o que, aliás, é muito frequente nesta zona da Capital

Mas claro, claro que a Cidade tem prioridades!... Importante, crucial mesmo, era dar uma nova imagem ao elevador da Bica! Está um espelho, olhem lá!